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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Memórias sem Futuro

Só o gosto amargo restou nos meus lábios e eu tenho certeza que dessa vez não foi o cigarro e nem a cerveja, a cortesia da noite vem como o vento fresco e me acaricia primeiro pra não mostrar o intuito de invadir minhas entranhas e se tornar frio e implacável. A muito tempo que a caneta estava cheia de poeira e as cordas de meu violão também mas você, tristeza sempre vem em doses fortes que derruba o maior bebedor e comigo não é diferente; transformo-te então em poesia, alias os loucos voam ao pular de um precipício ao contrário dos sãos que se suicidam! Os acordes soam tão tristes que retratam exatamente o quadro, eu, cerveja, copo com whisky e bitucas de cigarros nesse quarto bagunçado, vagarosamente a caneta escreve enquanto os acordes calam minhas cordas vocais, não me arrisco a dar se quer nenhum pio é perigoso que eu acorde a vizinhança da tristeza e eles são complicados que só por nome se entendi o porque me sinto assim, a ilusão ainda está com a luz acesa enquanto a angústia dança a essa hora da noite dentre outros tem os vícios que são os mais legais e sempre me acompanham não importa a hora, local ou sentimento que estiver tocando nessa frequência cardíaca, os meus olhos fechados retratam a escuridão, não quero agora lembranças do que eu não vivi, isso perturba muito meus sonhos que sempre se disfazem como gelo em corpos quentes. Como um sábia do sertão não canto minha tristeza nunca chego a esse ponto por isso você só me vê sorrindo porque pra chorar me escondo.

Caique Maciel Arruda

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