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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Verdade? Onde? Insanidade de Costume !

A visão embaçada começa a perceber a estante toda em um caos total, das pílulas sobrou só o frasco, os cigarros nos cinzeiro ainda esfumaçam o quarto e os modestos hematomas insinuam sinais de auto-agressão, mas vamos começar um pouco antes disso. Tudo começou quando meus olhos se abriram pela primeira vez depois de uma noite de embriagues, ao meu lado estava lá, com uma jaqueta surrada cheia de pats de bandas e semi-nua, ela, com o cheiro encantador de suor e bebidas misturados a qualidade de fumante ainda dormia naquela colchão ao chão em meio aos instrumentos musicais que davam o contraste de um belo cenário para qualquer outra semi-nua o completa-lo mas ela estava ali. Seus olhos fechados mexiam de um lado ao outro e sua respiração era ofegante, acreditei que ela ainda sonhava com a noite passada porem logo após lembrei que pessoas assim não sonham dormindo e sim vivem cada desejo que seja sinônimo disso. O relógio apontava que a noite estava chegando já e eu ainda estático com uma garrafa de whísky pela metade, um copo que já tinha visto inúmeras doses descerem minha garganta enquanto eu assoprava fumaça sem motivo algum, sem prazer algum, só observando. O relógio me observava como um moralista esperando eu acorda-la, eu pensava mas ela está tão linda assim, e seus ponteiros insistiam; -Acorda!, gritei no quarto; -Acorda vai, já está quase na hora de sairmos!, ela se relutava a levantar mas logo viu a bebida e acordou dizendo; -Enche um copo pra mim ai, vou no banheiro!, tão encantadora e tão agressiva que chegava a me dar arrepios.
Ela voltou, toda produzida em seu estilo; -Foda-se a sociedade!, ela dizia que chamava-se assim, e sentou em meu colo e me beijou dizendo;-Agora amor precisamos conversar..., enquanto ela falava meus olhos dentre meus óculos escuros e pensamentos só conseguiam olhar os seus lábios e pensar como ela consegue trocar de estado tão habilidosamente, de semi-nua e cheirando a noite passada a cheirosa e estou pronta pra outra, e ela termina -...ei, você não vai tomar um banho e se arrumar não?!, fui toma-lo, já estava embriagado quando ouvi barulhos, chamei; -Amor!, sem resposta, ela deveria estar quebrando algo, típico dela quando ouve músicas agressivas mas não conseguia ouvir nada, será que ela endoidou de vez?;-Amor!, sai do banheiro dizendo e procurando com a toalha enrolada em meu corpo, a visão embaçada começa a perceber a estante toda em um caos total, das pílulas sobrou só o frasco, os cigarros nos cinzeiro ainda esfumaçam o quarto e os modestos hematomas insinuam sinais de auto-agressão. Será que ela está morta, verifiquei os batimentos cardíacos, resposta sanguínea e respiratória gritam na minha cabeça, um imenso e seco não! Eu que deveria ter prestado atenção na conversa e nos olhos tristonhos dela que pareciam carregar barcos desnorteados ao relento, eu deveria, sou tão desatento, sou tão, pego minhas roupas e a garrafa e saio pela porta de uma apartamento incomum, comum insanidade, comum, mas pessoas como eu não costumam sonhar assim.

Caique Maciel Arruda

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